Ransomware e credenciais roubadas estão entre os vetores de ataque mais comuns e prejudiciais que visam instituições financeiras. Como os sistemas bancários armazenam ativos financeiros valiosos
Para manter a eficiência operacional, as instituições financeiras dependem bastante de fornecedores terceirizados, como processadores de pagamento, provedores de plataformas bancárias e integrações de fintech. Segundo o relatório de investigações de violações de dados de 2025 da Verizon, 30% das violações de dados envolveram terceiros, incluindo fornecedores com acesso remoto direto a sistemas financeiros. Com ambientes cada vez mais distribuídos e que se adaptam ao trabalho remoto, o gerenciamento do acesso de fornecedores tornou-se um desafio moderno de segurança. Métodos tradicionais, como redes privadas virtuais (VPNs) e credenciais compartilhadas, muitas vezes permitem amplo acesso a sistemas críticos, ampliando significativamente a superfície de ataque. Os fornecedores normalmente exigem acesso a esses sistemas, mas sem os controles adequados, esse acesso pode expor as organizações ao roubo de credenciais, ameaças internas e violações de conformidade. Proteger o acesso remoto de fornecedores em serviços financeiros requer a imposição do acesso de menor privilégio, a eliminação de acessos permanentes e a adoção de uma abordagem de confiança zero para cada sessão.
Continue lendo para conhecer oito maneiras de proteger o acesso remoto de fornecedores e como o Keeper® pode ajudar.
1. Aplique o acesso de menor privilégio
Os fornecedores devem ter acesso somente aos sistemas e dados necessários para realizar suas tarefas. Conceder acesso amplo aos fornecedores cria riscos de segurança desnecessários e aumenta o impacto potencial de uma violação de dados. Por exemplo, um fornecedor de serviços bancários essenciais que faz a manutenção em um sistema de processamento de empréstimos não precisa de acesso a registros de clientes não relacionados ou a plataformas de negociação. Restringir o acesso dos fornecedores apenas aos sistemas necessários garante que, caso as credenciais do fornecedor sejam comprometidas, os cibercriminosos não consigam se mover lateralmente pela rede ou acessar outros dados sensíveis.
Ao impor o acesso de menor privilégio, as instituições financeiras podem reduzir o impacto de credenciais comprometidas e evitar o excesso de privilégios em sistemas críticos. Em ambientes financeiros onde mesmo o acesso limitado pode expor grandes quantidades de dados sensíveis de clientes ou sistemas transacionais, a imposição do acesso de menor privilégio é crucial.
2. Elimine privilégios permanentes com acesso Just-In-Time (JIT)
As equipes de segurança nunca devem conceder aos fornecedores acesso permanente a sistemas críticos, dados sensíveis ou infraestrutura de negociação. O acesso permanente cria um risco contínuo, pois as credenciais ativas podem ser exploradas muito tempo depois da conclusão do trabalho do fornecedor. Por exemplo, se um fornecedor precisar solucionar problemas em uma plataforma de negociação, ele deve receber acesso temporário Just-in-Time (JIT) somente pelo tempo necessário para concluir a tarefa. Assim que o problema for resolvido, o acesso do fornecedor deve ser revogado automaticamente, garantindo que não haja nenhuma permissão remanescente.
3. Reduza o risco de exposição de credenciais
Funcionários e fornecedores nunca devem compartilhar credenciais, chaves de API ou outros segredos por e-mail, plataformas de mensagens ou planilhas. Em ambientes financeiros, credenciais expostas podem levar a acesso não autorizado, fraude ou comprometimento de dados do cliente. Para reduzir esse risco, todas as credenciais devem ser armazenadas em um cofre criptografado que imponha acesso baseado em funções, registre todos os usos e medie o acesso sem revelar as credenciais subjacentes ao usuário. Por exemplo, um fornecedor que precisa de acesso temporário a um banco de dados financeiro deve se conectar por meio do cofre utilizando acesso com tempo limitado, com a credencial rotacionada automaticamente ao final da sessão para evitar uso indevido.
4. Exija autenticação multifator (MFA)
A autenticação multifator (MFA) deve ser imposta para todos os logins de funcionários e fornecedores, especialmente em contas privilegiadas. Em ambientes financeiros, credenciais comprometidas por si só nunca devem ser suficientes para acessar plataformas de pagamento ou bancos de dados de clientes. Sem a MFA, credenciais roubadas podem dar aos cibercriminosos acesso a sistemas críticos, aumentando o risco de fraudes e violações de dados.
As instituições financeiras também devem estender a MFA para sistemas que não têm suporte nativo para ela, incluindo plataformas bancárias centrais legadas e sistemas de negociação desatualizados que lidam com dados financeiros. A aplicação de MFA em infraestruturas legadas e modernas ajuda a reforçar a segurança em ambientes híbridos complexos e a proteger melhor os pontos de acesso de fornecedores contra acessos não autorizados.
5. Monitore e grave todas as sessões de fornecedores
As equipes de segurança precisam ter visibilidade total da atividade dos fornecedores, rastreando quais sistemas foram acessados, quando o acesso ocorreu e quais ações foram tomadas. Esse nível de supervisão é essencial em ambientes financeiros onde os fornecedores interagem com sistemas críticos, como plataformas de processamento de pagamentos e infraestrutura de negociação. O monitoramento de sessões privilegiadas em tempo real e a gravação proporcionam essa visibilidade, capturando a atividade do fornecedor no momento em que ela acontece. Isso permite que as equipes de segurança detectem atividades suspeitas imediatamente, intervenham quando necessário e mantenham a responsabilização. Por exemplo, o monitoramento de sessão pode revelar tentativas de alterar registros de transações ou exportar dados financeiros sensíveis. A gravação das sessões de fornecedores também auxilia no cumprimento das exigências de conformidade e auditoria.
6. Previna a movimentação lateral em sistemas financeiros
Se as credenciais de fornecedores forem comprometidas, cibercriminosos podem usá-las para acessar outros sistemas e se mover lateralmente pela rede. Esse tipo de movimentação lateral pode escalar rapidamente, transformando uma violação menor em um incidente grave que afeta dados financeiros dos clientes em larga escala. Um dos maiores riscos em ambientes financeiros é um cibercriminoso conseguir passar de um sistema ao qual o fornecedor tem acesso para uma infraestrutura crítica de processamento de pagamentos ou serviços bancários. Para reduzir o risco de movimentação lateral, as instituições financeiras devem limitar o acesso dos fornecedores apenas aos sistemas específicos necessários. Em vez de conceder acesso a toda a rede, as equipes de segurança devem conceder acesso aos fornecedores por meio de métodos seguros e baseados em sessões. Restringir o acesso dessa maneira ajuda a conter ameaças e a reduzir as oportunidades de movimentação lateral.
7. Centralize o controle de acesso
Sem um controle de acesso centralizado, o acesso de fornecedores frequentemente se dispersa por diversas ferramentas e sistemas desconectados, dificultando a imposição de políticas e o monitoramento das atividades. A centralização do gerenciamento de acesso proporciona às equipes de segurança maior visibilidade das atividades privilegiadas, ajuda a impor o princípio do acesso de menor privilégio e garante que o acesso de fornecedores seja controlado de maneira consistente. Esse nível de transparência é vital para atender a padrões rigorosos de conformidade como SOX, PCI DSS e GLBA, já que os auditores exigem comprovação de que os controles de acesso são impostos e que os sistemas críticos são protegidos. Para instituições financeiras que operam na UE ou atendem clientes europeus, o controle centralizado de acesso também é exigido pelo Digital Operational Resilience Act (DORA), que determina a supervisão documentada do acesso de fornecedores terceirizados de tecnologia da informação e comunicação.
8. Estabeleça um processo formal de desligamento de fornecedores
As instituições financeiras devem garantir que o acesso de fornecedores seja revogado imediatamente quando não for mais necessário para projetos ou sistemas. Sem um processo formal de desligamento, as contas inativas de fornecedores e as credenciais não utilizadas podem ser úteis para os cibercriminosos. Um processo eficaz de desligamento de fornecedores deve incluir a revogação automática de acessos, a desabilitação ou exclusão de contas de fornecedores, a rotação de quaisquer credenciais às quais o fornecedor tenha tido acesso e a revisão de trilhas de auditoria para confirmar que nenhuma atividade não autorizada ocorreu. Por exemplo, se um fornecedor concluir um projeto que envolva acesso a bancos de dados de clientes ou sistemas de pagamento, seu acesso deve ser revogado imediatamente e todas as credenciais associadas devem ser substituídas. Isso garante que, mesmo que as credenciais do fornecedor sejam comprometidas ou expostas, elas não possam ser usadas para acessar dados financeiros sensíveis.
Como o Keeper protege o acesso remoto de fornecedores
O Keeper protege o acesso remoto de fornecedores aplicando os princípios de segurança de confiança zero a cada sessão privilegiada, o que significa que cada solicitação de acesso é verificada, nenhum usuário é implicitamente confiável e as credenciais nunca são visíveis para os fornecedores em nenhum momento. Com o Keeper, as credenciais são armazenadas com segurança em um cofre criptografado e rotacionadas automaticamente após cada sessão, garantindo que nunca sejam expostas aos fornecedores. Para instituições financeiras, o Keeper ajuda a garantir que os fornecedores tenham acesso a sistemas críticos com segurança, como plataformas de pagamento e bancos de dados de clientes, sem introduzir riscos de segurança desnecessários.
Acesso concedido com tempo limitado sem expor as credenciais
O Keeper impõe o acesso Just-in-Time (JIT), permitindo que os fornecedores se conectem a sistemas críticos somente quando necessário e por um período limitado. As sessões são iniciadas diretamente do Cofre do Keeper e, como os fornecedores nunca veem ou manipulam as credenciais subjacentes, isso ajuda a prevenir o roubo de credenciais e elimina o acesso permanente.
Monitoramento e gravação de todas as sessões em tempo real
Todas as atividades de fornecedores são rastreadas por meio de monitoramento e gravação de sessões em tempo real, incluindo registro de teclas digitadas e gravação de tela. Antes da implantação, as instituições financeiras devem verificar se as práticas de gravação de sessões estão em conformidade com as normas trabalhistas e de privacidade aplicáveis nas respectivas jurisdições de atuação. Essa funcionalidade oferece visibilidade total das ações realizadas durante uma sessão do fornecedor e pode ser integrada a ferramentas de Gerenciamento de Informações e Eventos de Segurança (SIEM) para monitoramento centralizado. Com o KeeperAI, as equipes de segurança podem analisar automaticamente a atividade da sessão à medida que ocorre e identificar comportamentos suspeitos em tempo real. As gravações de sessão também oferecem uma trilha completa de evidências para análise forense após incidentes.
Prevenção de movimentação lateral com segurança de confiança zero
O Keeper utiliza conexões de gateway somente de saída para fornecer acesso remoto seguro sem exigir regras de firewall de entrada ou exposição direta da rede. Ao restringir o acesso de fornecedores a determinados recursos e eliminar o acesso direto à rede, o Keeper ajuda a impedir a movimentação lateral de usuários não autorizados nos sistemas financeiros. Com o KeeperDB, o acesso ao banco de dados é ainda mais protegido, permitindo que os fornecedores gerenciem bancos de dados diretamente do Cofre do Keeper em um ambiente isolado. Isso garante que as credenciais permaneçam ocultas, que a atividade seja totalmente registrada e que os fornecedores não possam criar caminhos adicionais para movimentação lateral.
Suporte à conformidade com trilhas de auditoria detalhadas
O Keeper gera trilhas de auditoria detalhadas e gravações de sessão que as organizações podem utilizar como evidência para cumprir padrões regulatórios, incluindo SOX, PCI DSS, GLBA e DORA. Com relatórios automatizados e visibilidade total do acesso dos fornecedores, as instituições financeiras podem demonstrar conformidade, simplificar auditorias e garantir que controles de acesso granulares sejam impostos de maneira consistente.
Gerencie o acesso remoto de fornecedores com o Keeper
Proteger o acesso remoto de fornecedores é essencial para as instituições financeiras modernas que buscam defender seus sistemas críticos, manter a confiança do cliente e atender aos requisitos regulatórios. O acesso de fornecedores deve ser cuidadosamente monitorado e auditado de maneira contínua para evitar o uso indevido de credenciais e assegurar a conformidade com estruturas rigorosas, como SOX, PCI DSS e GLBA.
Uma única conta de fornecedor comprometida pode desencadear penalidades regulatórias, obrigações de notificação ao cliente e danos duradouros à reputação. O Keeper oferece a bancos e instituições financeiras uma solução de Gerenciamento de Acesso Privilegiado (PAM) de confiança zero, projetada para enfrentar os desafios modernos de segurança. Ao combinar segurança de confiança zero com uma arquitetura de conhecimento zero, o Keeper garante que os fornecedores nunca vejam nem manipulem as credenciais, que todas as sessões sejam verificadas e que todas as atividades sejam totalmente auditáveis.
Solicite uma demonstração do KeeperPAM hoje mesmo para saber como gerenciar o acesso de fornecedores de maneira protegida, sem comprometer a segurança nem a conformidade.