A Cybersecurity Maturity Model Certification (CMMC) é uma estrutura do Departamento de Defesa dos EUA (DoD) criada para que as organizações que lidam com informações federais
Reconhecemos que as agências federais enfrentam uma ampla gama de ameaças cibernéticas no ambiente atual de trabalho híbrido e em nuvem, o que exige a proteção de múltiplos endpoints. De nações-estado a grupos de crime organizado, os adversários buscam roubar dados nos mais altos níveis do governo, e os riscos nunca foram tão elevados. Proteger informações confidenciais, garantir a segurança nacional e salvaguardar a confiança pública dependem de estratégias eficazes de segurança cibernética.
Uma das estruturas mais reconhecidas para entender e mitigar essas ameaças é a cadeia de ataque cibernético. Desenvolvida inicialmente pela Lockheed Martin, essa abordagem se tornou uma ferramenta essencial para identificar, detectar e defender contra ataques cibernéticos. Este blog aborda como mitigar ameaças diárias enfrentadas pelas agências federais ao mesmo tempo em que fortalecem suas redes com a abordagem da cadeia de ataque cibernético.
Entendendo a cadeia de ataque cibernético
A cadeia de ataque cibernético é um modelo que descreve as diversas etapas de um ataque, da fase de reconhecimento à execução. Ao compreender cada estágio, as agências federais podem identificar oportunidades para detectar e interromper atividades adversárias antes que elas atinjam seus objetivos. As sete fases da cadeia de ataque cibernético são:
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Reconhecimento
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Armamento
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Entrega
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Exploração
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Instalação
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Comando e controle
- Ação
Proteger a cadeia de ataque cibernético exige medidas defensivas em todas as fases de um ataque cibernético. À medida que as superfícies de ataque aumentam, os adversários estão constantemente atrás dos nossos dados, e pretendem não apenas roubá-los, mas também manipulá-los. Para se manter à frente das ameaças, as agências precisam proteger seus dados em todos os níveis para quebrar a cadeia de ataque. A seguir, algumas estratégias para fortalecer a cadeia de ataque cibernético.
Adote uma estrutura de segurança de confiança zero
À medida que as agências continuam a adotar a estrutura de segurança de confiança zero, baseado no princípio de “nunca confie, sempre verifique”, fica evidente a limitação dos modelos tradicionais, que pressupõem que usuários e dispositivos dentro da rede são confiáveis. A confiança zero não concede confiança automática a nenhum usuário, dispositivo ou sistema. Cada solicitação de acesso deve ser autenticada, autorizada e continuamente validada com base em políticas de segurança rigorosas.
Além disso, depois de conectado à rede, o usuário deve ter apenas o mínimo de acesso necessário para executar suas funções, e nada além disso. Esse princípio é conhecido como acesso de menor privilégio. Ao implementar soluções que reforçam controles de acesso, verificam identidades e segmentam continuamente as redes, as agências podem reduzir significativamente o risco de ataques, oferecendo mais segurança e proteção aos usuários.
Proteger a integridade dos dados
Proteger a integridade dos dados é fundamental para qualquer organização que lida com informações confidenciais, principalmente ao incorporar inteligência artificial (IA) em suas operações.
À medida que a IA se torna mais integrada aos processos de tomada de decisão, a importância de proteger os dados que alimentam seus algoritmos não pode ser subestimada. A integridade dos dados, que garante precisão, consistência e confiabilidade durante todo o seu ciclo de vida, é essencial. Qualquer comprometimento da integridade pode levar a resultados incorretos da IA, gerando erros de decisão e falhas de confiança. Isso evidencia os riscos significativos representados por ameaças como acesso não autorizado, manipulação de dados e ataques cibernéticos, tornando indispensáveis as soluções avançadas de segurança cibernética. Também é crucial manter registros de quem acessa os dados confidenciais, quando isso ocorre e com qual finalidade.
Implementar o monitoramento contínuo
As agências federais devem continuar a aprimorar suas capacidades de monitoramento contínuo para detectar e responder a ameaças em tempo real. Isso pode incluir o uso de plataformas de inteligência contra ameaças para coletar informações sobre riscos emergentes, monitoramento de atividades incomuns na rede e a verificação de ativos expostos ao público, como sites e perfis em redes sociais, em busca de vulnerabilidades ou sinais de comprometimento. Há ainda soluções de segurança de e-mail capazes de detectar e bloquear anexos e links maliciosos antes que cheguem aos usuários finais.
Quanto mais privilegiados forem os sistemas, com acesso a informações sensíveis e capacidade de executar funções críticas, maiores devem ser as medidas de segurança para impedir acesso e uso indevidos. Exemplos incluem controladores de domínio, servidores de banco de dados, servidores de e-mail e dispositivos de rede. Uma solução de gerenciamento de acesso privilegiado (PAM) ajuda as organizações a proteger senhas, credenciais, segredos e conexões, reduzindo o risco de ataques cibernéticos e defendendo contra ameaças internas e externas.
Programas regulares de treinamento e conscientização
O fator erro humano continua sendo uma vulnerabilidade substancial. O Verizon Data Breach Investigations Report 2024 revelou que 68% das violações de dados estão relacionadas à ação humana, principalmente causadas por senhas, credenciais e segredos fracos. A adoção de uma solução de PAM como parte da estratégia de segurança reduz drasticamente a probabilidade de violações. Ainda assim, treinamentos contínuos, vigilância no manuseio de informações confidenciais e conformidade com padrões de segurança cibernética são sempre essenciais.
Felizmente, administradores de TI e executivos enfatizam a importância crítica de implementar a autenticação multifator (MFA). A MFA aumenta a segurança ao exigir provas adicionais de identidade antes de conceder acesso a uma conta.
Proteger a cadeia de ataque cibernético é uma tarefa desafiadora que requer uma estratégia multifacetada. Esse método deve integrar tecnologias e soluções consolidadas para mitigar os riscos mencionados anteriormente e garantir procedimentos de acesso rigorosos. Medidas preventivas e a compreensão das etapas de um ataque cibernético podem reduzir significativamente os riscos e melhorar a postura de segurança cibernética das entidades governamentais. Diante da evolução constante das estratégias dos inimigos, o governo federal deve manter um estado de vigilância contínua, adaptabilidade e resiliência diante das ameaças cibernéticas. Ao adotar essa abordagem, os funcionários podem proteger seus próprios ambientes, o que contribui para a segurança de toda a organização e do país. Garantir que os dados permaneçam seguros. Manter os dados protegidos. Manter os agentes maliciosos afastados. Continuar protegendo.